Sim, eu estive um dia a aprender,
Em verdade, desde sempre,
Pela minha própria essência,
Devo aprender.
Se consegui estar e aprender?
Não o saberei,
Pois se o soubesse,
Me queimaria nessa chama.
E se o saber me povoasse por estes tempos?
Me esvaziaria até mesmo minh’alma,
Nada de mim, que soubesse,
Haveria de sobreviver.
Se é assim, porque devo estar?
Não sei e jamais ousarei essa pergunta.
Nela não residem,
Nem respostas,
Nem tampouco remorsos.
Apenas, devemos estar,
Todos, assim, perdidos,
Somos laicos,
Nascemos laicos,
E laicos devemos morrer.
Se aqui estive,
Ainda que por breve tempo,
Estive laico,
Laico vivi,
Laico morri.
Sou hostil,
Hostil a todas as regras,
Devo ser hostil,
Se quero ser livre.
Quero ser hostil,
Pois sou laico,
Pois sou livre,
Sim, estive.
Então, se estive,
Sou,
E se sou,
Sempre haverei de estar.
Todo aquele que esteve um dia,
É Livre,
Se soube como e quando deveria Ser,
É Livre!
Mark B. Röttenberg - 2007


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