20.10.07

HAVERES E QUERERES

Que são haveres, se não o resultado dos quereres?
Se assim é,
Devemos ao tempo dos quereres,
Renovar com dedicação todos os haveres.

Que terá sido de nossos quereres juvenis?
Terão morrido junto com nossos haveres,
Aqueles que em desabrochares,
Se fizeram em flor, um dia?

Quem terá perdido seus haveres,
Em nome de quereres esquecidos?
E, se assim foi,
Onde estarão aqueles sonhos?

Nos perdemos,
Perdemos nossos amanhãs,
Enquanto buscávamos o paraíso?
Onde o paraíso dos homens,
Se não nas suas ilusões?

Não!
Eu me recuso a apartar,
Apartar meus haveres de meus quereres,
Eu me recuso!

Me cobrem a própria vida minha,
Acorrentem meu corpo,
Matem-me se assim quiserem,
Mas meus haveres,
Assim como meus quereres,
Pertencem, ambos,
Ao domínio de meu liberto reino,
Minh’alma mesma,
E dela sou soberano,
E nela, minh’alma,
Estarão meus pensamentos, minha liberdade,
Meus quereres e meus haveres,
Em minh’alma.

Mark B. Röttenberg - 2007

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