O dia em que revelarei
O quanto amei,
E sempre amarei.
Chegará este dia,
O dia último e,
Se aqui ainda estiveres,
Receberá por certo
A minha revelação última.
Sei, e como sei,
Sei o quanto amei,
Mas também sei que tarde é,
Pois a morte,
Em sua invernal chegada,
Finalmente me alcançou.
Mas terei amado,
de forma única e inédita.
Terei amado uma mulher,
Que um dia foi minha e
Devo esperá-la
Do outro lado do véu.
Mas antes, deixe-me dizer,
Dizer o quanto amei-te,
O quanto te quis e quão pouco tive.
Revelo aos dias de meus morreres,
Que não abandonei o amor,
O meu amor por ti.
Levo, com minhas cinzas,
O desejo último.
O desejo de ter amado como amei,
Mas também levo o alento,
Pois amei e como amei.
Com o maior dos amores,
Sofri as mais profundas dores,
Todas causadas por você.
Mas sobrevivi,
Sim, sobrevivi,
Para em meu leito último,
Declarar por força de minha vontade,
Que meu amor não morre comigo,
Antes, renascerá, além do véu da morte,
Onde minh’alma livre, enfim,
E sem a constrição da peja,
Poderá gritar este amor
Que sufocado em meu peito humano,
Se calou por tanto tempo.
- “Amei-te com amor maior do mundo!”
Sempre!
Mark B. Röttenberg - 2007
30.11.07
CONSTRUÇÃO
Construtores, somos todos.
Construímos a ilusão, todos os dias.
Construímos sonhos e nos iludimos neles.
Construímos verdades em que acreditar.
Construímos mentiras para sobreviver.
Afinal, somos construtores
E construtores erguem castelos
Para o abrigo e proteção,
Para a introspecção e reclusão.
E se construímos,
O fazemos com aquele prazer,
Quase infantil
De nos sabermos capazes.
E todos os dias,
Elegemos incansáveis os
Nossos objetos do desejo.
Sim, construímos, também amores.
Ainda que os amores todos,
Morram conosco, um dia.
Ainda que em seu cultivo,
Enfrentemos pragas e doenças.
Mas para que construir além,
Construir amores?
Para que a construção não seja letra morta
E para que, ao fim, tenhamos semeado nossos campos.
E, de campos férteis podemos
Esperar mais;
Podemos recriar os sonhos e
Neles nos representarmos, como homens.
Terão valido a pena,
Todos os sonhos,
Todas as desilusões,
E todos os amores.
Um de cada ou mais de um,
Mas ainda assim amor, amores.
Estes terão sido nossa máxima representação,
Por eles construímos e somos a construção.
Mark B. Röttenberg - 2007
Construímos a ilusão, todos os dias.
Construímos sonhos e nos iludimos neles.
Construímos verdades em que acreditar.
Construímos mentiras para sobreviver.
Afinal, somos construtores
E construtores erguem castelos
Para o abrigo e proteção,
Para a introspecção e reclusão.
E se construímos,
O fazemos com aquele prazer,
Quase infantil
De nos sabermos capazes.
E todos os dias,
Elegemos incansáveis os
Nossos objetos do desejo.
Sim, construímos, também amores.
Ainda que os amores todos,
Morram conosco, um dia.
Ainda que em seu cultivo,
Enfrentemos pragas e doenças.
Mas para que construir além,
Construir amores?
Para que a construção não seja letra morta
E para que, ao fim, tenhamos semeado nossos campos.
E, de campos férteis podemos
Esperar mais;
Podemos recriar os sonhos e
Neles nos representarmos, como homens.
Terão valido a pena,
Todos os sonhos,
Todas as desilusões,
E todos os amores.
Um de cada ou mais de um,
Mas ainda assim amor, amores.
Estes terão sido nossa máxima representação,
Por eles construímos e somos a construção.
Mark B. Röttenberg - 2007
23.11.07
TEU FILHO
Poème Pour Velda, Ma Mère
Mãe,
Teu filho se penitencia,
Em teu ventre me geraste,
Pois, aqui estou, enfim.
Sei, não mereço ser.
Mãe, tu és mais,
Sou aquém do Teu Amor,
Este Amor que me povoa,
Sou ínfimo como filho,
Tens-me por ti e,
Mesmo ínfimo,
Tento, por ti merecer
O desígnio de filho teu.
Sempre estarei aquém,
Sempre serei menos
Do que deveria.
Mas ainda assim,
Por Mãe que és,
Temo por mim,
Serei eu teu filho,
Ao Amor que tens votado?
Espera, Mãe!
Dá-me outra chance,
Ensina-me a acertar,
Mostra-me o caminho,
Perdoa teu miserável filho.
Ensina-me a Amar,
Dá-me a mão,
Conduz-me ao caminho que
Só tu conheces,
E perdoa-me de novo.
Pois, haverei de aprender
O reto caminho do Teu Amor!
Não! Não nos deixe,
Não antes que saibamos de Ti.
Ensina-nos o segredo.
O segredo do Amor Materno!
Ensina-nos, Mãe!
Mark B. Röttenberg - 2007
Mãe,
Teu filho se penitencia,
Em teu ventre me geraste,
Pois, aqui estou, enfim.
Sei, não mereço ser.
Mãe, tu és mais,
Sou aquém do Teu Amor,
Este Amor que me povoa,
Sou ínfimo como filho,
Tens-me por ti e,
Mesmo ínfimo,
Tento, por ti merecer
O desígnio de filho teu.
Sempre estarei aquém,
Sempre serei menos
Do que deveria.
Mas ainda assim,
Por Mãe que és,
Temo por mim,
Serei eu teu filho,
Ao Amor que tens votado?
Espera, Mãe!
Dá-me outra chance,
Ensina-me a acertar,
Mostra-me o caminho,
Perdoa teu miserável filho.
Ensina-me a Amar,
Dá-me a mão,
Conduz-me ao caminho que
Só tu conheces,
E perdoa-me de novo.
Pois, haverei de aprender
O reto caminho do Teu Amor!
Não! Não nos deixe,
Não antes que saibamos de Ti.
Ensina-nos o segredo.
O segredo do Amor Materno!
Ensina-nos, Mãe!
Mark B. Röttenberg - 2007
14.11.07
A Beleza
POÈME POUR CLÁUDIA
Escutas?
É o mar que, placidamente, toca essa náu!
Ele que envolve as palavras em doce abraço,
Enquanto navegamos em prosas;
E, de seu leito pródigo,
Nos vêm as mais alvas e delicadas Pérolas;
As mesmas, que teimas em adornar,
Para torná-las em quintessência;
Do adorno, faz-se mister,
Aquele que dele necessite;
Porém, ao deparar com preciso precioso Ser,
Pérolas se calam, e deixam-se cingir,
Por ti!
Escutas?
É o mar que, placidamente, toca essa náu!
Ele que envolve as palavras em doce abraço,
Enquanto navegamos em prosas;
E, de seu leito pródigo,
Nos vêm as mais alvas e delicadas Pérolas;
As mesmas, que teimas em adornar,
Para torná-las em quintessência;
Do adorno, faz-se mister,
Aquele que dele necessite;
Porém, ao deparar com preciso precioso Ser,
Pérolas se calam, e deixam-se cingir,
Por ti!
13.11.07
REPRESENTAÇÃO E SUPERAÇÃO
POÈME POUR ALESSANDRA - LECA
Bastam-nos, aos comuns,
Alguns poucos obstáculos;
Para nós, os comuns,
Não, às autênticas grandezas.
Daquelas, as quais nada pode deter,
Vêm-nos as suas lições,
Na forma e no conteúdo;
São máxima que representa
A superação!
Do amanhecer aos invernais dias,
Representam grandiosamente.
Em cada passo,
Lição vitoriosa.
Não esperam da vida e nem nela,
Tomam-na para si,
Nada de espelhos ou anteparos,
Em tuas mãos,
Superar e com ela vencer.
Vida autêntica,
Vida cheia de “elan”,
Sim, pões “elan” em tudo que fazes,
Mesmo sabedora do mais a fazer,
Se mais há, mais “elan” haverá de ter.
Que é?
Representação e Superação!
“Elan” em tudo que fazes, “Elan” com todos que amas;
És Alessandra,
Como em teu nome mesmo,
Aquela que socorre o gênero humano!
Mark B. Röttenberg - 2007
Bastam-nos, aos comuns,
Alguns poucos obstáculos;
Para nós, os comuns,
Não, às autênticas grandezas.
Daquelas, as quais nada pode deter,
Vêm-nos as suas lições,
Na forma e no conteúdo;
São máxima que representa
A superação!
Do amanhecer aos invernais dias,
Representam grandiosamente.
Em cada passo,
Lição vitoriosa.
Não esperam da vida e nem nela,
Tomam-na para si,
Nada de espelhos ou anteparos,
Em tuas mãos,
Superar e com ela vencer.
Vida autêntica,
Vida cheia de “elan”,
Sim, pões “elan” em tudo que fazes,
Mesmo sabedora do mais a fazer,
Se mais há, mais “elan” haverá de ter.
Que é?
Representação e Superação!
“Elan” em tudo que fazes, “Elan” com todos que amas;
És Alessandra,
Como em teu nome mesmo,
Aquela que socorre o gênero humano!
Mark B. Röttenberg - 2007
NESTE SORRISO
Poème Pour Kátia Regina
Quem ousa, ainda encarar alvo sorriso?
Vimos olhos que refletem,
Da alma, o que dela se espera;
Mas quantos ousaram ler em teu sorriso?
A sua alvura, também diz,
De tua alma mesma,
Todas as palavras,
Mesmo as mais recônditas,
Todas aí estão.
Sorriso que ilumina dias claros,
Sorriso que alumia as noites,
Mesmo as mais temíveis.
Será, tal sorriso,
O mesmo que enfrenta,
De desafio a desafio,
As batalhas.
Com ele, todas vencidas.
Brinda-nos com cristalino sorriso,
Sempre uma vez mais.
Fala sorriso,
Diz, pois queremos te escutar!
Mostra, ainda e de novo,
Que tua máxima representação,
É a vitória,
Com e por todas coisas,
Sorriso Amoroso,
Sorriso, tens nome por ti?
Sabemos que sim,
Todos nós, os escolhidos,
Pois nele, nos vimos.
Sim, um dia!
Mark B. Röttenberg - 2007
Quem ousa, ainda encarar alvo sorriso?
Vimos olhos que refletem,
Da alma, o que dela se espera;
Mas quantos ousaram ler em teu sorriso?
A sua alvura, também diz,
De tua alma mesma,
Todas as palavras,
Mesmo as mais recônditas,
Todas aí estão.
Sorriso que ilumina dias claros,
Sorriso que alumia as noites,
Mesmo as mais temíveis.
Será, tal sorriso,
O mesmo que enfrenta,
De desafio a desafio,
As batalhas.
Com ele, todas vencidas.
Brinda-nos com cristalino sorriso,
Sempre uma vez mais.
Fala sorriso,
Diz, pois queremos te escutar!
Mostra, ainda e de novo,
Que tua máxima representação,
É a vitória,
Com e por todas coisas,
Sorriso Amoroso,
Sorriso, tens nome por ti?
Sabemos que sim,
Todos nós, os escolhidos,
Pois nele, nos vimos.
Sim, um dia!
Mark B. Röttenberg - 2007
NA TUA ALEGRIA, SÊ BELO
Poème Pour Sol
Sê belo, com toda a tua alegria,
Sê alegre, com toda tua beleza;
Põe, em cada sorriso,
Não um sorriso,
Mas todos os teus sorrisos;
Manifesta a alegria em cada olhar,
Alegra-te e vê,
Quanto mundo te diz,
Diz de tua alegria apaixonada,
E da beleza reveladora;
Dá, de ti, tudo que puderes,
Doa, mesmo, cada sorriso,
Com ele, entrega,
Se não a maior,
Por certo, tua melhor alegria;
Povoa, na palavra e no encanto
Que representas, mais esse mundo,
Este que, honrado,
Em teu encalço colhe,
Da alegria e da beleza,
Os campos férteis de tua existência.
Sim, de plenas alegrias e belezas,
Renascem, contigo,
Os amanheceres nossos de cada dia;
Enfim, Sol.
Mark B. Röttenberg - 2007
Sê belo, com toda a tua alegria,
Sê alegre, com toda tua beleza;
Põe, em cada sorriso,
Não um sorriso,
Mas todos os teus sorrisos;
Manifesta a alegria em cada olhar,
Alegra-te e vê,
Quanto mundo te diz,
Diz de tua alegria apaixonada,
E da beleza reveladora;
Dá, de ti, tudo que puderes,
Doa, mesmo, cada sorriso,
Com ele, entrega,
Se não a maior,
Por certo, tua melhor alegria;
Povoa, na palavra e no encanto
Que representas, mais esse mundo,
Este que, honrado,
Em teu encalço colhe,
Da alegria e da beleza,
Os campos férteis de tua existência.
Sim, de plenas alegrias e belezas,
Renascem, contigo,
Os amanheceres nossos de cada dia;
Enfim, Sol.
Mark B. Röttenberg - 2007
12.11.07
CRIANÇAS
“Poème Pour Priscilla”
Se olho, e sempre olho,
Eu as vejo;
Onde estavam, onde estarão?
Serão, como eu, um crescente,
Que um dia, de Flor,
Far-se-ão em fruto?
Crianças, belas flores,
De frutos, em sementes,
Almas ativas, sorridentes.
Luz!
Me sorriem, ao sempre,
Todo meu olhar se volta,
Se as vejo, me comovo,
Se as toco, me enlevo,
Se, por um dia,
Este, que haverá de chegar,
Verei, de mim a criança,
Na criança que um dia será!
Eu?
Terei, então, me tornado Mãe!
Mark B. Röttenberg - 2007
Se olho, e sempre olho,
Eu as vejo;
Onde estavam, onde estarão?
Serão, como eu, um crescente,
Que um dia, de Flor,
Far-se-ão em fruto?
Crianças, belas flores,
De frutos, em sementes,
Almas ativas, sorridentes.
Luz!
Me sorriem, ao sempre,
Todo meu olhar se volta,
Se as vejo, me comovo,
Se as toco, me enlevo,
Se, por um dia,
Este, que haverá de chegar,
Verei, de mim a criança,
Na criança que um dia será!
Eu?
Terei, então, me tornado Mãe!
Mark B. Röttenberg - 2007
7.11.07
Amor, Amores e Suas Formas
“Poème pour Julianna”
Dizem, há Amor;
Mas porquê não, Amores?
Mas há Amores
E todos, quando libertos,
Serão, se não Amores,
Um Grande Amor;
E que seja Ele,
Criança, Mulher, Velhinho...
Será como um dia foi, e ainda,
Amor;
Amores Alegres e Tristes,
Amores Alma e Corpo,
E mais,
Amor, Suas Formas e,
Muitas vezes,
De qualquer Forma;
Ainda assim, Amor.
Lá, ao longe, onde as náus se perdem,
Aqui, ao teu lado, onde olhares se tocam,
Em todo Lugar, e mesmo que lugar não exista,
Mas Amor, sempre,
Este Sábio,
Razão de Todas as coisas,
E, da Razão,
A Alma, mesma.
Mark B. Röttenberg - 2007
Dizem, há Amor;
Mas porquê não, Amores?
Mas há Amores
E todos, quando libertos,
Serão, se não Amores,
Um Grande Amor;
E que seja Ele,
Criança, Mulher, Velhinho...
Será como um dia foi, e ainda,
Amor;
Amores Alegres e Tristes,
Amores Alma e Corpo,
E mais,
Amor, Suas Formas e,
Muitas vezes,
De qualquer Forma;
Ainda assim, Amor.
Lá, ao longe, onde as náus se perdem,
Aqui, ao teu lado, onde olhares se tocam,
Em todo Lugar, e mesmo que lugar não exista,
Mas Amor, sempre,
Este Sábio,
Razão de Todas as coisas,
E, da Razão,
A Alma, mesma.
Mark B. Röttenberg - 2007
LIVING IN THE PAST
Eu vivo no passado,
Mas o passado é presente.
Olhem! Todo o mundo se enregela,
Pois todos os pesadelos estão.
Eu vivo no passado,
Pois temo que o eterno,
O eterno retorno crie mais.
Crie mais auschwitz,
Mais dachau, como tem feito.
Se o passado me abandonar,
Mais e mais holocaustos surgirão,
Alguns em mim,
Outros além e para todos.
Não posso nascer enquanto
O homem cruel em mim,
Enquanto este não morrer.
Não, não posso nascer!
O anjo em mim tem sido
Assassinado toda vez,
Repetidas vezes e sempre mais.
Sempre mais cruelmente!
Talvez não me deixem,
A custo de minha tola vida,
Talvez não me permitam.
Têm medo!
O medo, este vilão,
Que tem movido a humanidade,
Sempre para um abismo mais profundo,
Sempre para uma crueldade inédita!
Somos criativos para fazer sofrer,
Somos inusitados e surpreendentes.
Sempre que queremos ferir o próximo,
Sempre que queremos mais poder!
Não me peçam para viver,
Não sei viver de outro modo.
Se quero nascer,
Tenho que resgatar meu anjo perdido.
E se mesmo assim,
Com meu anjo em mim,
Eu quiser nascer,
O homem em mim deverá morrer.
Morrerá para dar lugar ao novo,
O homem do futuro,
O pacificador de almas e mentes,
Este renovado homem do amanhã.
Mark B. Röttenberg - 2007
Mas o passado é presente.
Olhem! Todo o mundo se enregela,
Pois todos os pesadelos estão.
Eu vivo no passado,
Pois temo que o eterno,
O eterno retorno crie mais.
Crie mais auschwitz,
Mais dachau, como tem feito.
Se o passado me abandonar,
Mais e mais holocaustos surgirão,
Alguns em mim,
Outros além e para todos.
Não posso nascer enquanto
O homem cruel em mim,
Enquanto este não morrer.
Não, não posso nascer!
O anjo em mim tem sido
Assassinado toda vez,
Repetidas vezes e sempre mais.
Sempre mais cruelmente!
Talvez não me deixem,
A custo de minha tola vida,
Talvez não me permitam.
Têm medo!
O medo, este vilão,
Que tem movido a humanidade,
Sempre para um abismo mais profundo,
Sempre para uma crueldade inédita!
Somos criativos para fazer sofrer,
Somos inusitados e surpreendentes.
Sempre que queremos ferir o próximo,
Sempre que queremos mais poder!
Não me peçam para viver,
Não sei viver de outro modo.
Se quero nascer,
Tenho que resgatar meu anjo perdido.
E se mesmo assim,
Com meu anjo em mim,
Eu quiser nascer,
O homem em mim deverá morrer.
Morrerá para dar lugar ao novo,
O homem do futuro,
O pacificador de almas e mentes,
Este renovado homem do amanhã.
Mark B. Röttenberg - 2007
DEVO
Talvez deva mais,
Talvez minha dívida,
Como eu, seja impagável.
Mas não, afinal,
Não sou tanto nem tão pouco,
Sou mais e, por vezes,
Menos.
Sou como todos em um,
Somo, multiplico,
Mas pouco me importo.
Sou e devo,
Por ter nascido,
Ser uma peça nesse jogo.
Jogo com tanta vida,
Porém, um jogo que mata;
Mata sonhos, os mais belos.
Devo e devo,
Mas, e mesmo assim,
Me recuso.
Por quê?
Que seja pelo simples não querer,
Que seja porque não quero.
Devo e logo eu?
Sim, eu sou e como sou;
Sou a revolta e a resposta,
Para todos os seus medos e,
Ao mesmo tempo,
Sou todos eles.
Devo ser o seu terror,
Seu pior pesadelo,
Mas, e ainda assim, devo,
E sou o seu mais belo poema.
Mark B. Röttenberg - 2007
Talvez minha dívida,
Como eu, seja impagável.
Mas não, afinal,
Não sou tanto nem tão pouco,
Sou mais e, por vezes,
Menos.
Sou como todos em um,
Somo, multiplico,
Mas pouco me importo.
Sou e devo,
Por ter nascido,
Ser uma peça nesse jogo.
Jogo com tanta vida,
Porém, um jogo que mata;
Mata sonhos, os mais belos.
Devo e devo,
Mas, e mesmo assim,
Me recuso.
Por quê?
Que seja pelo simples não querer,
Que seja porque não quero.
Devo e logo eu?
Sim, eu sou e como sou;
Sou a revolta e a resposta,
Para todos os seus medos e,
Ao mesmo tempo,
Sou todos eles.
Devo ser o seu terror,
Seu pior pesadelo,
Mas, e ainda assim, devo,
E sou o seu mais belo poema.
Mark B. Röttenberg - 2007
MAL DE AMOR
Não, não existe um mal de amor!
Existem sim, amores e amores.
Nem todos são bons, nem todos são maus.
São apenas amores!
E que são?
Podem ser vida, podem nos brindar com morte;
Nem sempre vivificam as almas que tocam,
E nem sempre apagam a chama nas almas em que vivem.
Ainda assim, Amor!
Vale, como valem todos os passos,
'inda que em descompasso,
Mas, ao final, terão sido passos,
Todos!
O coração é metáfora, o Amor seu algoz.
E morte?
A Libertação de todos os Amores!
Mark B. Röttenberg - 2007
Existem sim, amores e amores.
Nem todos são bons, nem todos são maus.
São apenas amores!
E que são?
Podem ser vida, podem nos brindar com morte;
Nem sempre vivificam as almas que tocam,
E nem sempre apagam a chama nas almas em que vivem.
Ainda assim, Amor!
Vale, como valem todos os passos,
'inda que em descompasso,
Mas, ao final, terão sido passos,
Todos!
O coração é metáfora, o Amor seu algoz.
E morte?
A Libertação de todos os Amores!
Mark B. Röttenberg - 2007
1.11.07
NÃO ME SAIBAM
Não, eu vos peço,
Não me saibam,
Pois, ainda que o queiram,
Não haverão de lograr êxito;
Eu mesmo não me sei,
Nem mesmo se sou;
Não me procurem,
Pois não me acharão,
Não me queiram,
Pois não me tenho,
Eu nem ao menos soube,
Se um dia ousei saber;
Não me esperem,
Pois não chegarei,
Não me creiam,
Pois não sou a verdade;
Eu não posso dar-lhes respostas,
Pois não sei as perguntas;
Esquecia-as todas,
E se delas lembrasse,
Me calaria;
Meu nome?
Silêncio,
O mais universal dos idiomas !
(Chamam-me silêncio,
Ou a mais universal de todas as respostas)
Mark B. Röttenberg - 2007
Não me saibam,
Pois, ainda que o queiram,
Não haverão de lograr êxito;
Eu mesmo não me sei,
Nem mesmo se sou;
Não me procurem,
Pois não me acharão,
Não me queiram,
Pois não me tenho,
Eu nem ao menos soube,
Se um dia ousei saber;
Não me esperem,
Pois não chegarei,
Não me creiam,
Pois não sou a verdade;
Eu não posso dar-lhes respostas,
Pois não sei as perguntas;
Esquecia-as todas,
E se delas lembrasse,
Me calaria;
Meu nome?
Silêncio,
O mais universal dos idiomas !
(Chamam-me silêncio,
Ou a mais universal de todas as respostas)
Mark B. Röttenberg - 2007
O NÃO SER SEMPRE É
Minha alma me diz em segredo,
Tu és filho do universo.
Eu creio em minha alma,
Mas creio ainda mais no universo.
Não devo ser o que minha alma quer que eu seja,
Devo ser o que o universo de mim espera.
E o que seria essa certeza?
A certeza de ser significante,
Pois sou a partícula menor
E tão importante quanto bilhões de bilhões de estrelas.
Sou uma partícula elementar,
Mas sem a qual não haveria um universo a ser explorado,
Sou parte do todo e sem mim o todo não existiria.
Sim, não sou grande,
Mas sou poeira de cada uma das estrelas do firmamento.
Olhe!
Eu represento o não ser que todos seríamos,
Não fosse nossa elementar existência.
E mesmo que minha alma teime,
Haverei de não ser,
Não serei o que minh’alma mesma quer de mim,
Serei o não ser,
Serei como sou,
Como todos são,
Uma peça chave do universo,
Eu sou a existência do todo,
Eu sou peça chave nesse jogo,
Que teima Deus
Em jogar conosco.
Por isso o não ser sempre é.
Pois, todo não ser é eterno,
E todo o universo não seria o que é,
Não fosse você, não fossemos nós!
Mark B. Röttenberg - 2007
Tu és filho do universo.
Eu creio em minha alma,
Mas creio ainda mais no universo.
Não devo ser o que minha alma quer que eu seja,
Devo ser o que o universo de mim espera.
E o que seria essa certeza?
A certeza de ser significante,
Pois sou a partícula menor
E tão importante quanto bilhões de bilhões de estrelas.
Sou uma partícula elementar,
Mas sem a qual não haveria um universo a ser explorado,
Sou parte do todo e sem mim o todo não existiria.
Sim, não sou grande,
Mas sou poeira de cada uma das estrelas do firmamento.
Olhe!
Eu represento o não ser que todos seríamos,
Não fosse nossa elementar existência.
E mesmo que minha alma teime,
Haverei de não ser,
Não serei o que minh’alma mesma quer de mim,
Serei o não ser,
Serei como sou,
Como todos são,
Uma peça chave do universo,
Eu sou a existência do todo,
Eu sou peça chave nesse jogo,
Que teima Deus
Em jogar conosco.
Por isso o não ser sempre é.
Pois, todo não ser é eterno,
E todo o universo não seria o que é,
Não fosse você, não fossemos nós!
Mark B. Röttenberg - 2007
A RENÚNCIA
Renunciamos todos os dias,
Que sejam nossos sonhos as vitimas,
Ou talvez a improvável e mutável realidade.
De um ou de outro nos chega a decepção e
Seus desesperos quase nos fazem acreditar;
E deveríamos?
Devemos, por breves momentos renunciar,
Pois a renúncia é ato de constrição e,
Como todo ato introspectivo,
É ato de renascimento,
É ato que nos conduz por escaninhos que
Nós mesmos nos recusamos a visitar.
Ao menos de forma gratuita.
Então o próprio caminho nos põe
Frente a frente com nossos medos,
Todos esquecidos,
Todos trancados,
Mas jamais mortos.
Afinal, são nossos medos, todos nossos.
Mas que medos nos defrontam,
Ou o que nos atemoriza?
Seria o amanhã?
Mas não há amanhã,
Não houve um ontem.
Há no hoje, o nosso contentamento último,
O derradeiro domínio das almas fracas.
Permitam-me, permitam-me,
Que os faça sofrer,
Pois assim estarei lhes dando a chance
Que precisavam,
A chance da liberdade,
A ilusão do demônio dos dias desfar-se-á,
Como o mais passageiro dos ventos,
Que não tornarão a uivar noturnamente,
Impedindo seus sonhares e seus despertares.
Sinta, alce vôo, alimente-se das estrelas.
Elas são a luz que aquece,
Ainda que precariamente este frio e escuro universo
De sua alma.
Mark B. Röttenberg - 2007
Que sejam nossos sonhos as vitimas,
Ou talvez a improvável e mutável realidade.
De um ou de outro nos chega a decepção e
Seus desesperos quase nos fazem acreditar;
E deveríamos?
Devemos, por breves momentos renunciar,
Pois a renúncia é ato de constrição e,
Como todo ato introspectivo,
É ato de renascimento,
É ato que nos conduz por escaninhos que
Nós mesmos nos recusamos a visitar.
Ao menos de forma gratuita.
Então o próprio caminho nos põe
Frente a frente com nossos medos,
Todos esquecidos,
Todos trancados,
Mas jamais mortos.
Afinal, são nossos medos, todos nossos.
Mas que medos nos defrontam,
Ou o que nos atemoriza?
Seria o amanhã?
Mas não há amanhã,
Não houve um ontem.
Há no hoje, o nosso contentamento último,
O derradeiro domínio das almas fracas.
Permitam-me, permitam-me,
Que os faça sofrer,
Pois assim estarei lhes dando a chance
Que precisavam,
A chance da liberdade,
A ilusão do demônio dos dias desfar-se-á,
Como o mais passageiro dos ventos,
Que não tornarão a uivar noturnamente,
Impedindo seus sonhares e seus despertares.
Sinta, alce vôo, alimente-se das estrelas.
Elas são a luz que aquece,
Ainda que precariamente este frio e escuro universo
De sua alma.
Mark B. Röttenberg - 2007
Assinar:
Comentários (Atom)

