Construtores, somos todos.
Construímos a ilusão, todos os dias.
Construímos sonhos e nos iludimos neles.
Construímos verdades em que acreditar.
Construímos mentiras para sobreviver.
Afinal, somos construtores
E construtores erguem castelos
Para o abrigo e proteção,
Para a introspecção e reclusão.
E se construímos,
O fazemos com aquele prazer,
Quase infantil
De nos sabermos capazes.
E todos os dias,
Elegemos incansáveis os
Nossos objetos do desejo.
Sim, construímos, também amores.
Ainda que os amores todos,
Morram conosco, um dia.
Ainda que em seu cultivo,
Enfrentemos pragas e doenças.
Mas para que construir além,
Construir amores?
Para que a construção não seja letra morta
E para que, ao fim, tenhamos semeado nossos campos.
E, de campos férteis podemos
Esperar mais;
Podemos recriar os sonhos e
Neles nos representarmos, como homens.
Terão valido a pena,
Todos os sonhos,
Todas as desilusões,
E todos os amores.
Um de cada ou mais de um,
Mas ainda assim amor, amores.
Estes terão sido nossa máxima representação,
Por eles construímos e somos a construção.
Mark B. Röttenberg - 2007


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