O dia em que revelarei
O quanto amei,
E sempre amarei.
Chegará este dia,
O dia último e,
Se aqui ainda estiveres,
Receberá por certo
A minha revelação última.
Sei, e como sei,
Sei o quanto amei,
Mas também sei que tarde é,
Pois a morte,
Em sua invernal chegada,
Finalmente me alcançou.
Mas terei amado,
de forma única e inédita.
Terei amado uma mulher,
Que um dia foi minha e
Devo esperá-la
Do outro lado do véu.
Mas antes, deixe-me dizer,
Dizer o quanto amei-te,
O quanto te quis e quão pouco tive.
Revelo aos dias de meus morreres,
Que não abandonei o amor,
O meu amor por ti.
Levo, com minhas cinzas,
O desejo último.
O desejo de ter amado como amei,
Mas também levo o alento,
Pois amei e como amei.
Com o maior dos amores,
Sofri as mais profundas dores,
Todas causadas por você.
Mas sobrevivi,
Sim, sobrevivi,
Para em meu leito último,
Declarar por força de minha vontade,
Que meu amor não morre comigo,
Antes, renascerá, além do véu da morte,
Onde minh’alma livre, enfim,
E sem a constrição da peja,
Poderá gritar este amor
Que sufocado em meu peito humano,
Se calou por tanto tempo.
- “Amei-te com amor maior do mundo!”
Sempre!
Mark B. Röttenberg - 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário