7.11.07

LIVING IN THE PAST

Eu vivo no passado,
Mas o passado é presente.
Olhem! Todo o mundo se enregela,
Pois todos os pesadelos estão.
Eu vivo no passado,
Pois temo que o eterno,
O eterno retorno crie mais.
Crie mais auschwitz,
Mais dachau, como tem feito.
Se o passado me abandonar,
Mais e mais holocaustos surgirão,
Alguns em mim,
Outros além e para todos.

Não posso nascer enquanto
O homem cruel em mim,
Enquanto este não morrer.
Não, não posso nascer!
O anjo em mim tem sido
Assassinado toda vez,
Repetidas vezes e sempre mais.
Sempre mais cruelmente!
Talvez não me deixem,
A custo de minha tola vida,
Talvez não me permitam.
Têm medo!
O medo, este vilão,
Que tem movido a humanidade,
Sempre para um abismo mais profundo,
Sempre para uma crueldade inédita!
Somos criativos para fazer sofrer,
Somos inusitados e surpreendentes.
Sempre que queremos ferir o próximo,
Sempre que queremos mais poder!
Não me peçam para viver,
Não sei viver de outro modo.
Se quero nascer,
Tenho que resgatar meu anjo perdido.
E se mesmo assim,
Com meu anjo em mim,
Eu quiser nascer,
O homem em mim deverá morrer.
Morrerá para dar lugar ao novo,
O homem do futuro,
O pacificador de almas e mentes,
Este renovado homem do amanhã.

Mark B. Röttenberg - 2007

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