Talvez deva mais,
Talvez minha dívida,
Como eu, seja impagável.
Mas não, afinal,
Não sou tanto nem tão pouco,
Sou mais e, por vezes,
Menos.
Sou como todos em um,
Somo, multiplico,
Mas pouco me importo.
Sou e devo,
Por ter nascido,
Ser uma peça nesse jogo.
Jogo com tanta vida,
Porém, um jogo que mata;
Mata sonhos, os mais belos.
Devo e devo,
Mas, e mesmo assim,
Me recuso.
Por quê?
Que seja pelo simples não querer,
Que seja porque não quero.
Devo e logo eu?
Sim, eu sou e como sou;
Sou a revolta e a resposta,
Para todos os seus medos e,
Ao mesmo tempo,
Sou todos eles.
Devo ser o seu terror,
Seu pior pesadelo,
Mas, e ainda assim, devo,
E sou o seu mais belo poema.
Mark B. Röttenberg - 2007


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